domingo, 20 de julho de 2014

Adão e Eva foram criados antes ou depois dos dinossauros?

Adão e Eva viveram antes ou depois dos dinossauros?

Minha filha, de 13 anos, me surpreendeu com esta difícil pergunta.

Durante minha vida ativa como membro de igreja sempre acreditei que o que estava escrito na bíblia aconteceu exatamente como relatado. A fé dos crentes que praticam uma denominação depende fundamentalmente disto.

Uma vez que os cristãos são, por princípio dogmático, proibidos de considerar outras formas de interpretarem a bíblia para crer cegamente na tradição exatamente como sempre fizeram os judeus (apesar de Jesus ter afirmado que "o Espírito sopra ONDE QUER"), é muito constrangedor se continuar afirmando que as histórias bíblicas são tratados de fatos e eventos documentais.

Isso apenas contribui para aumentar o abismo entre ciência e fé pois pressupõe que um cientista não pode ser um homem de fé e nem um cristão acatar as descobertas científicas (principalmente no campo da arqueologia que muito tem contribuído para novas descobertas no campo da história dos povos antigos).

Sabe-se, hoje, que os épicos bíblicos tiveram como base e referência elementos históricos da época em que foram escritos (as cidades, os costumes dos povos, a geografia local, etc) e a partir dai foram construídas para formar uma consciência religiosa e nacionalista com o intuito de colocar o povo de Israel no centro das expectativas e atenções do mundo (como o é até os dias de hoje).

Podemos colocar nesta categoria as histórias do Gênese, o Êxodo, a conquista de Canaã por Josué, os Juízes (Sansão), etc.

Voltemos a Adão, Eva e os dinossauros.


Os cientistas colocam o início da formação do planeta Terra em torno de 4,5 bilhões de anos.


O aparecimento dos dinossauros teria sido em torno de 230 milhões de anos até sua extinção repentina a 144 milhões.



De acordo com a ciência, o gênero HOMO apareceu em torno de 4 a 1 milhão de anos, porém as etapas consideradas evolutivas teriam acontecido a partir de 500 mil a 8 mil (Idade da Pedra Lascada - Paleolítico), 8.000 a 5.000 anos (Nova Idade da Pedra - Neolítico) e 5.000 a 4.000 anos (Idade dos Metais). A partir dai termina a pré-história para ter início a expressão da linguagem escrita, a história propriamente dita (começo das civilizações sumérias e caldeias na região da Mesopotâmia).

Do lado da bíblia, calculando-se o surgimento de Adão e Eva a partir das genealogias, teríamos que Deus criou o homem a aproximadamente 6.000 anos atrás.

Se tentarmos conciliar os dois relatos (o científico e o bíblico) teremos que o homem foi criado (biblicamente) naquele período em que a ciência afirma que já começava a manusear os metais (fabricação de utensílios e armas), domesticar animais (não mais viver exclusivamente da caça e pesca) e mudança de uma cultura nômade (tribal) para sedentária (concentração de pequenas populações em cidades, domínio da agricultura e noções de organização e hierarquia como forma de sobrevivência em grupo).

Parece, diante do exposto, que somos obrigados a tomar uma posição diante de duas explicações tão conflitantes sobre a orgiem do homem na Terra. Isso levanta a velha rixa entre os criacionistas (cristãos) e os evolucionistas (ou darwinistas), discípulos do naturalista inglês  Charles Darwin (século XIX).

Voltando à pergunta (se Adão e Eva foram criados antes ou depois dos dinossauros), me pareceu mais honesto, em respeito à VERDADE, responder que ciência e religião são campos distintos e por isso não há como comparar datas, eventos e teorias. Disciplinas diferentes não podem ser tratadas como iguais.

A VERDADE da criação de Adão e Eva expressa uma fé em que o homem foi criado à imagem e semelhança de seu criador, o Senhor Deus, único, verdadeiro, suficiente em si mesmo.

A VERDADE da ciência se baseia em estudos arqueológicos, pesquisa de laboratório, relatos de textos históricos antigos, costume, cultura, habitat dos povos antigos no contexto das eras geológicas.

A religião se preocupa exclusivamente (ou deveria) em responder DE ONDE VIM, O QUE ESTOU FAZENDO AQUI E PARA ONDE VOU, a ciência em responder O QUE ESTIVEMOS FAZENDO, DE FATO, DURANTE ESTE PERÍODO.

O cristianismo atual deve aceitar as histórias bíblicas como verdades em si mesmas, sem a necessidade de comprovação científica como se fosse um documento necessitando de aval e autenticação para ter "fé pública". Os que pensam assim, de fato, não creem que a bíblia é A VERDADE suficiente e fiel naquilo em que se propõe a ensinar: que Deus está presente (e sempre esteve) na história da criação (religião) e evolução (ciência) da humanidade.

À parte a discussão religiosa sobre a essência de Deus (dos judeus, dos cristãos, dos budistas, dos espiritualistas), e todo antropoformismo que carregue, a VERDADE é que ELE É (usando uma expressão particularmente bíblica), foi percebido e apreendido em todas as era, em todas as culturas por aquilo que representou (e ainda representa) para a sobrevivência do homem, e graças a esta VERDADE evoluímos da barbárie para a civilidade criando leis, ética, respeito, organização e, o mais importante, perspectivas para um FUTURO CADA VEZ MELHOR.

A ciência nos faz viver mais e com mais conforto, a religião nos dá segurança de que há um sentido em viver, a despeito de qualquer evidência contrária.












quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mithos religiosus

Religião e mitologia se confundem.
Não sei se é correto afirmar que religião É mitologia, mas parece não está muito longe disso.

Mitologia sempre expressou aquilo que o LOGOS (conhecimento, certeza, fato) não podia satisfazer.
O homem é um ser MYTHOS (sentimento, alma, fé), e portanto é natural que sempre tenha recorrido a símbolos mitológicos para expressar sua insuficiência diante dos fenômenos transcendentes (a morte, a perda, o sofrimento, a busca de sentido para a existência).

Após alguns milhares de anos ainda somos seres que procuram símbolos míticos para expressar sentimento. 

Porém nada há de errado com a mitologia. O que mudou foi a maneira como o mundo passou a interpretar a coisa.

Até o século XV as pessoas celebravam a mitologia não como uma verdade a ser crida, mas como uma expressão de seu ser religioso diante do TODO incompreensível, insondável, Àquele que era percebido no mais recôndito da experiência humana, tanto coletivamente quanto pessoal. Realidade e mitologia estavam intimamente atados. O dia a dia das pessoas era um ritual aos deuses que sustentavam a vida em sua plenitude e davam sentido a cada expressão da atividade humana.

Foi à partir deste século, porém, que a visão de mundo se modificou (e com ela a visão sobre religião).

As descobertas científicas iniciaram um rompimento entre mitologia e realidade de forma indelével. Criou-se o conceito formal de VERDADE associado apenas a fatos que pudessem ser cientificamente comprovados. Esse processo se consolidou com a inauguração da imprensa escrita: colocados no papel, documentalmente, as histórias tinham que ser aferidos, comprovados. Havia, agora, um compromisso com a nova sociedade tecnicista e comercial, onde as formas de se relacionar passavam a ser firmadas através de contratos  registrados em cartório para que pudessem "ter fé".

Essa nova visão além de destruir o sentido ritualizado e simbólico da religião, inaugurou uma nova postura frente à religião e que persiste até hoje:  

1.O crente precisa CRER que aquilo que ele lê na bíblia é uma verdade factual (aconteceram DE FATO), caso contrário está indo de encontro à verdade;

2.O cético que passou a depreciar as histórias bíblicas como nocivos a uma sociedade que não pode continuar acreditando em lendas e mentiras se quiser progredir tecnologicamente rumo a uma religiosidade utilitária.  

Tanto um quanto o outro ponto de vista são posturas essencialmente infantis diante de um contexto muito maior que qualquer compreensão que possamos ter sobre temas transcendentes (Deus, vida eterna, morte).

Religião é CAMINHO (Atos 19:9, 23; 22:4; 24;14), não um fim em si mesmo, algo sobre o qual devemos ter expectativas presente ou futura no sentido literal.

Quando os símbolos religiosos passam a ser sacralizados como verdades absolutas e imutáveis, também passam a ser idolatrados. Como consequência Deus, na sua suficiente incompreensão, passa a ser antropomorfizado e adorado como qualquer ídolo das antigas civilizações. Adorar Deus não satisfaz o Seu ego (ainda que este conceito seja mais uma antropomorfização), mas o nosso. 

Religião é para ser ritualizada (não como fato, mas como verdade da alma), vivida, praticada com atos de solidariedade, compreensão e amor.

Se era intensão de Jesus ser adorado como Deus teria ele nascido em uma manjedoura, comido com os pecadores, vivido com um humilde carpinteiro em uma cidadezinha pobre, padecido como um ladrão e morrido como um pária? 

Séculos de barbaridades cometidas "em nome de Deus" demonstram que durante este período tivemos mais "adoradores de Deus" do que praticantes e ouvintes de seus ensinamentos: muitos estão dispostos a adorá-lo, mas poucos a ouví-lo.










quarta-feira, 21 de maio de 2014

Busca pessoal

Deus vem se tornando cada dia, em minha busca pessoal, uma realidade mais presente.

Há uma grande frase que diz: "é preciso esvaziar o que está cheio, e encher o que está vazio".

Estamos completamente impregnados de dogmas, "verdades" inquestionáveis, doutrinas que nos acorrentaram a velhos símbolos do passado religioso e a interesses os mais difusos e inconfessáveis possíveis.

Infelizmente, para os cristãos atuais, é pouco as palavras de Jesus; palavras autênticas de amor ao próximo e a Deus a partir de um novo nascimento, pessoal, livre... um auto-compromisso em amor perene.

A humanidade é criadora de ídolos.

Ao invés de reconhecer Deus nas palavras de Jesus, divinizou a pessoa de Cristo e antropomorfizou o divino,  transformando em um mero "ser" aquele (ou aquilo) que é insondável, inimaginável, aprisionando-o, ironicamente, nos limites do tempo e espaço.

A divinização da pessoa de Cristo esvaziou o conteúdo da sua mensagem.

A pós-modernidade tecnológica nos levou ao fundo do poço da desesperança, indiferença e niilismo, e a religião está à margem desta demanda espiritual: ou descamba para o fundamentalismo, ou para a intolerância, ou para a completa omissão com a raiz dos sofrimentos humanos, construindo templos vazios de sentido e propósito real.

A religião esqueceu-se de duas verdades fundamentais:

1."A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo" (Tia 1:27) - primeiramente compromisso com o outro em todas as áreas da existência humana (social, econômica, política, educacional, saúde, amparo, proteção, intelectual), depois um compromisso consigo mesmo de buscar a excelência em todas as coisas como um culto pessoal a um Deus que é essencial à vida.

2."Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (Gal.5:22) - Notem a singularidade: "fruto" e não frutos. Tiago coloca questões práticas da vida. Alguém que nasceu de novo é alguém que demonstra essa mudança com mudança de paradigmas.

Deus espera que a religião se converta!






quarta-feira, 30 de abril de 2014

A partir do NADA!

Até a antiguidade grega, acreditava-se que Deus era o organizador do cosmos, sendo este eterno como Aquele.
 
A busca por Deus se refletia, portanto, numa caminhada de reflexão e contemplação da natureza através da qual a alma humana se eleva até o encontro purificador e salvífico com o seu criador.
 
Com a ascenção do cristianismo ao patamar de religião oficial do estado romano (século IV d.C.), houve a necessidade de se definir uma teologia própria, oportunamente inquestionável, afinal adquirira status político e social. Era mister fundamentar uma identidade própria que estabelecesse uma mensagem objetiva, clara, de fácil  assimilação e que fosse ao encontro dos anseios dos interlocutores.
 
Neste contexto foram sendo firmados os dogmas da igreja ortodoxa: a divindade de Jesus, a santíssima trindade, o cânon, o culto à Maria, o celibato, etc.
 
Foi nesta época, também, que a ideia dos antigos filósofos gregos sofreu uma mudança radical: Deus não é mais o organizador (como pensavam) mas aquele que criou o cosmos à partir do...

Nada!
 
Em um momento qualquer, na atemporalidade de Sua existência, Deus resolveu criar todas as coisas, sem qualquer premissa anterior.
 
Porém, a partir desta nova forma de entender a criação como ato divino absoluto, dois problemas passaram a ser discutidos nos círculos daqueles que ainda resistiam a esta idéia:
 
1.Se nada existia antes, então o mal foi criação de Deus?
 
2.Se Deus criou todas as coisas, é possível dissassociar Deus do objeto criado, colocando o criador e a humanidade em lados opostos, surgindo como consequência, a figura do mediador, cuja atribuição passou a ser habilmente exercido pela igreja.
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 26 de abril de 2014

A Ausência

A ausência derruba qualquer expectativa, apego ou pessoalidade, aponta para um vazio a ser preenchido, a certeza de que a verdade está além.

A ausência de Deus fez com que Israel buscasse Sua transcendência em cada época da sua existência, revendo, reinterpretando, atualizando e reinventando a Lei.


Quando Moisés recebeu a Torá Escrita no monte Sinai, imediatamente uma nova Torá teve início: a Torá Oral.

A Torá Oral não era a mera repetição da Lei (a Torá Escrita), mas as discussões posteriores em torno da Lei buscando ampliá-la e atualizá-la constantemente.

Na Torá Escrita, se considerava o que Deus DISSE!

Na Torá Oral, o que Deus ESTÁ DIZENDO?

Após a destruição de Jerusalém (70 d.C.) os judeus sentiram a necessidade de registrar essas discussões em torno da Lei, que era feita em escolas de rabinos, preocupados em que a tradição não se perdesse com a diáspora: editaram a Mishnah (século II).

Três séculos depois um novo grupo de rabinos entendeu que a Mishnah continha muitos pontos de difícil interpretação e que precisavam de uma nova adaptação aos novos tempos: publicaram o Talmud (que teve duas versões: o Talmud de Jerusalém (séc. V) e o Talmud da Babilônia (séc. VI).


É importante destacar que estas novas interpretações da Lei não tinham a pretensão de a substituírem, pelo contrário, eram um complemento dos textos sagrados, uma espécie de versão ampliada.

Foi desta forma que a fé de Israel sempre se manteve vida, atual, participante da história do povo, e não uma tradição distante e impessoal em que as pessoas deveriam acreditar fria e cegamente.

Os judeus tinham a consciência de que a Lei não era imutável. Adorar a própria Lei seria considerado um ato idólatra.

A bíblia identifica um momento histórico em que essa reinterpretação da Lei acontece: com Esdras, após o cativeiro babilônico (586 a.C.) - o livro de Deuteronômio significa "segunda Lei".

O Novo Testamento, como o nome diz, é o Testamento (velho) reeditado, ou seja, no início da era cristã os novos judeus convertidos interpretavam Jesus dentro do contexto do judaísmo (o messias), sem a intensão de criar uma nova religião ou crença, sendo Jesus, portanto, a nova esperança do Deus ausente que não esquecera do seu povo amado e que agora se manifestava cumprindo sua promessa ao enviar o Messias prometido aos profetas.

O próprio Jesus nos dá o exemplo de como é importante manter atualizada a Lei a partir de uma reinterpretação: "o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Marcos 2:27).

Constantino no Concílio de Nicéia (Séc. IV d.C.)
Tudo isso mudou quando um homem inteligente, culto e temperamental deliberadamente proclamou, através de um movimento solitário, o rompimento com o judaísmo: Paulo de Tarso. Movimento que, porém, deixou de ser solitário quando um imperador astuto aproveitou para proclamar, politicamente, uma nova religião: o cristianismo.







quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um conto judeu!

Um dia o rabino Eliezer se envolveu numa acalorada discussão sobre um aspecto do ensinamento na Torá. 

Como seus colegas se recusassem a acatar sua opinião, ele pediu a Deus que confirmasse seu acerto com uma série de milagres:

Uma alfarrobeira se movimentou sozinha por quatro côvados; 


A água de um canal das proximidades correu para trás; 


As paredes da casa de estudo estremeceram violentamente, como se fossem desabar.




Mas os rabinos não se convenceram e até pareceram desaprovar a superprodução divina.

Desesperado, Eliezer pediu ajuda a uma voz celestial, que prontamente o atendeu: 

"O que tendes contra o rabino Eliezer? A coisa é assim mesmo como ele diz".

Sem se impressionar, um dos rabinos chamado Joshua se limitou a citar a Torá de Deus: 

"Porque este mandamento que hoje te ordeno, te não é encoberto e tampouco está longe de ti.
Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o façamos?
Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a fazeres."
Deuteronômio 30:11-12-14

A Torá já não era propriedade do céu; ela descera à terra, no monte Sinai, e agora estava guardada no coração de cada judeu. "Por isso não damos ouvidos a uma voz celestial", Joshua concluiu com firmeza.

Dizia-se que, ao escutar isso, Deus riu e falou: 

"Meus filhos me conquistaram, eles cresceram. Em vez de aceitar servilmente opiniões impostas de cima, pensam por si mesmos." (1)


(1) Baba Metziah, A Rabbinic Anthology, pp. 340-I, citado por Karen Armstrong, (Idem) p. 101

quarta-feira, 23 de abril de 2014

"No Novo Testamento, "fé" é traduzido pelo grego pistis (da forma verbal pisteuo), que significa "confiança, lealdade, compromisso, dedicação".

Jesus não pediu para ninguém "acreditar" em sua divindade, porque não tinha pretensões à divindade. Queria dedicação.

Queria discípulos que se comprometessem com sua missão, dessem aos pobres tudo o que tinham, alimentassem os famintos, não se deixassem tolher por laços familiares,  abandonassem o orgulho e a arrogância, não se considerassem merecedores, vivessem como as aves do céu e os lírios do campo e confiassem em Deus, seu Pai.

Deviam comunicar a boa-nova do Reino a todos em Israel - inclusive às prostitutas e aos cobradores de impostos - e levar uma vida de compaixão, não restringindo sua benevolência aos respeitáveis e aos convencionalmente virtuosos.

Essa pistis consegue mover montanhas ao suscitar inesperado potencial humano." (1)







(1) Karen Armstrong, Em Defesa de DEUS (o que a religião realmente significa), Ed. Cia das Letras, p.98